A insolubilidade dos meus pensamentos
Tornam-se em mil e um tormentos
O sol não me aquece
E a sua ausência me arrefece
Hoje sou terra e cinza
Amanhã nada mais do que uma brisa
A vida improvisa
E as minhas certezas desmaterializam-se
O amor esconde-se
A minha luz desvanece-se
Sou um ser demasiado apaixonado
Que apenas se baseia na verdade
Sofro as consequências
Das minhas atitudes correctas
Morro por cada desprezo dela
Perdi-me no tempo por ela ser tão bela.
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Cetim
Sinto uma tristeza
Mais pesado do que a minha natureza
Hoje senti-me desprezado
E pela vida renegado
Que acontecimento singular
Qu tudo me faz relembrar
Porque estou assim?
Não haverá decerto dias assim?
Ou será que vem de mim
E o meu corpo já não é digno do seu cetim
Repenso e aprendo
Numa dicotomia vou vivendo
Mas estou cansado
De lutar contra o mar
As minhas forças não são as de Ulisses
Estou farto de desesperar
A um fim eu estou a caminhar.
Mais pesado do que a minha natureza
Hoje senti-me desprezado
E pela vida renegado
Que acontecimento singular
Qu tudo me faz relembrar
Porque estou assim?
Não haverá decerto dias assim?
Ou será que vem de mim
E o meu corpo já não é digno do seu cetim
Repenso e aprendo
Numa dicotomia vou vivendo
Mas estou cansado
De lutar contra o mar
As minhas forças não são as de Ulisses
Estou farto de desesperar
A um fim eu estou a caminhar.
Foi Carnaval, ninguém levou a mal... Será?
Quarta-feira de cinzas, o dia seguinte a toda a folia do Carnaval... Carnaval onde muitos recorrem à expressão: "é Carnaval, ninguém leva a mal", como desculpa para toda e qualquer acção...
E que tal se fizermos um pequeno "exercicio"? Não é apenas algo para fazer nesta altura, muito pelo contrário, mas acho que vem bem a calhar... Esta experiência passa muito simplesmente por nos colocarmos "no lugar do outro"...
"No lugar do velhor indefeso que está na bicha para o autocarro e vem uma pessoa e passa-lhe à frente sem ligar aos protestos. No lugar da senhora que escorrega numa casca de banana. No lugar do gordalhaço ridiculo que perdeu a carteira e transpira cheio de inquietações. No lugar do automobilista que está completamente perdido e não sabe se há-de ir em frente ou virar à esquerda ou à direita. Olhe para essa gente e diga a si próprio: "eu sou ele", ou "eu sou ela". Imagine o que o outro sente, e sinta-o também."
Experimentem, garanto que se vão surpreender...
E posso afirmar:
Dá que pensar... ;)
E que tal se fizermos um pequeno "exercicio"? Não é apenas algo para fazer nesta altura, muito pelo contrário, mas acho que vem bem a calhar... Esta experiência passa muito simplesmente por nos colocarmos "no lugar do outro"...
"No lugar do velhor indefeso que está na bicha para o autocarro e vem uma pessoa e passa-lhe à frente sem ligar aos protestos. No lugar da senhora que escorrega numa casca de banana. No lugar do gordalhaço ridiculo que perdeu a carteira e transpira cheio de inquietações. No lugar do automobilista que está completamente perdido e não sabe se há-de ir em frente ou virar à esquerda ou à direita. Olhe para essa gente e diga a si próprio: "eu sou ele", ou "eu sou ela". Imagine o que o outro sente, e sinta-o também."
Experimentem, garanto que se vão surpreender...
E posso afirmar:
Dá que pensar... ;)
sábado, fevereiro 17, 2007
Já que falei em trabalho...
"Acho que se criou a noção, aliás estúpida, de que a juventude é uma habilitação. Por vezes, mesmo, um posto. (...) Note que a asneira também não beneficia os jovens, muito pelo contrário; são digeridos pela máquina quando ainda estão crus. A asneira não beneficia ninguém, a não ser uns poucos que não sabemos quem são. Entretanto vai destruindo gente frágil, gente vulnerável (...). Gente que é quase toda a gente afinal."
João Aguiar in "Diálogo das Compensadas"
E não é assim mesmo? Cada vez mais hoje em dia?
Embora se fale, discuta e aumente a idade da reforma, nunca é em beneficio daqueles que trabalham, mas sim dos que lhes pagam, especialmente as reformas...
Nos dias que correm há uma dificuldade crescente em respeitar a sabedoria dos mais velhos, em respeitar a experiência que outros adquiriram, em ter a humildade para aprender...
Agora que estou quase a sair da faculdade por vezes penso: a lição mais valiosa que aprendi foi "aprender a aprender"... Sei que quando chegar ao mercado de trabalho pouco ou nada sei, a minha aprendizagem irá começar depois, com alguém que já lá anda há algum tempo... É essencial confiarmos em nós mesmos, mas a humildade é essencial para aprender, é preciso haver vontade e respeito...
Mas este não é o caso da maioria, a maioria julga que por ter um "canudo" e 5 anos de livros e estudos são mais instruidos e sabem mais da vida do que uma pessoa de 40 ou 50 anos que já trabalhava ainda eles não eram nascidos...
"A idade é um posto" continua a ser verdade, mas os papeis inverteram-se perigosamente... Exigem de quem não pode dar porque nunca fez ou aprendeu (embora muitas vezes julgue o oposto), desrespeita-se a experiência só porque a idade já não é a mesma...
Dá que pensar...
P.S.: Leiam o livro que vale a pena, por muitas razões...
Obrigado a quem mo recomendou ;)
Embora se fale, discuta e aumente a idade da reforma, nunca é em beneficio daqueles que trabalham, mas sim dos que lhes pagam, especialmente as reformas...
Nos dias que correm há uma dificuldade crescente em respeitar a sabedoria dos mais velhos, em respeitar a experiência que outros adquiriram, em ter a humildade para aprender...
Agora que estou quase a sair da faculdade por vezes penso: a lição mais valiosa que aprendi foi "aprender a aprender"... Sei que quando chegar ao mercado de trabalho pouco ou nada sei, a minha aprendizagem irá começar depois, com alguém que já lá anda há algum tempo... É essencial confiarmos em nós mesmos, mas a humildade é essencial para aprender, é preciso haver vontade e respeito...
Mas este não é o caso da maioria, a maioria julga que por ter um "canudo" e 5 anos de livros e estudos são mais instruidos e sabem mais da vida do que uma pessoa de 40 ou 50 anos que já trabalhava ainda eles não eram nascidos...
"A idade é um posto" continua a ser verdade, mas os papeis inverteram-se perigosamente... Exigem de quem não pode dar porque nunca fez ou aprendeu (embora muitas vezes julgue o oposto), desrespeita-se a experiência só porque a idade já não é a mesma...
Dá que pensar...
P.S.: Leiam o livro que vale a pena, por muitas razões...
Obrigado a quem mo recomendou ;)
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Caminho
No augúrio da noite
Eu sonhei como se fosse dia
O meu coração mil vezes batia
Enquanto o meu corpo dormia
Indubitavelmente lutava contra os meus inimigos
Amigos de outrora, pensamentos renegados
A minha noite transformou‐se me dia
E a minha fé luzidia
Acreditar em mim era o único caminho
Certo, viável e translúcido
Neste mar de pensamentos ilúcidos
Eu era todas as noites os olhos de mim próprio
Que lutavam contra o ópio.
Eu sonhei como se fosse dia
O meu coração mil vezes batia
Enquanto o meu corpo dormia
Indubitavelmente lutava contra os meus inimigos
Amigos de outrora, pensamentos renegados
A minha noite transformou‐se me dia
E a minha fé luzidia
Acreditar em mim era o único caminho
Certo, viável e translúcido
Neste mar de pensamentos ilúcidos
Eu era todas as noites os olhos de mim próprio
Que lutavam contra o ópio.
All work and no play...
Não é o trabalho que nos permite dar o verdadeiro e merecido valor ao descanso?
Numa altura em que muitos preferiam ficar a descansar e que outros se queixam por não poderem trabalhar, não consigo deixar de pensar que sem trabalho nunca ninguém poderá dar o verdadeiro e merecido valor ao descanso...
Afinal de contas haverá melhor descanso do que aquele que é verdadeiramente merecido, do que aquele descanso que chega após uma jornada de trabalho?
Ainda para mais quando este descanso chega após termos visto o nosso trabalho ser devidamente reconhecido e recompensado... Ai sim podemos respirar fundo e descansar, ainda que só um pouco, com a sensação de dever cumprido...
Verdade que há alturas na vida em que o trabalho se complica, em que sentimos que , por assuntos externos ao trabalho, trabalhamos por que "tem de ser"... Mas estas fases, que podem durar anos, acabam por chegar ao fim e ai redescobrimo-nos o nosso verdadeiro valor, as nossas capacidades saem apuradas e o trabalho corre ainda melhor...
Há quem viva para trabalhar e quem trabalhe para viver, o que no meio é que está a virtude. O nosso trabalho não deve ser um fardo, mas a vida não se deve resumir apenas a trabalho...Mas acima de tudo há que trabalhar com gosto e com vontade, para depois ser possivel relaxar sem problemas e à vontade...
Um momento de reflexão de quem chega ao fim de uma "fase de trabalho" de quem já conheceu um pouco de tudo, de quem ao fim de uns anos a trabalhar "condicionado" acabou por descobrir nova força e confiança, por trabalhar finalmente a 100%...
Dá que pensar ;)
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Nightfall...
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
? ? ?
Subscrever:
Mensagens (Atom)



