Eu fui de Lisboa a Sintra,
À casa da tia Jacinta,
Mandar fazer uns “calçãs”,
A pobre da criatura
Esquece-se da abertura
Prás minhas “precisãs”.
Eu fui à beira da rocha
De sapato e galocha,
Ver se o mar estava manso
Encontrei uma garoupa
Toda embrulhada em roupa
A dormir em seu descanso.
Eu nasci à sexta-feira,
De barba e cabeleira,
Mais parecia um anti-cristo
Que inté padre cura
Que é homem de sabedura
Nunca tal haverá visto.
(Continua em futuros posts)
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
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