Tu, a divina que me inspiras
A beleza do mundo,
A raiva enraivecida,
A fúria perdida,
Só Tu e somente Tu
Me satisfazes...
Às vezes penso
Que estou a falar para o boneco,
Outras que sou a maior das tuas atenções
Mas afinal das contas
Quem sou eu?
Quem és tu?
Somos duas coisas distintas?
Ou seremos uma só?
Todos os dias ando em busca da resposta
Resposta que só me surge mais dúvidas...
Devo reviver o já vivido?
Ou devo renascer?
Será que sou como a Natureza e voltarei a florir?
Estas e muitas outras são as minhas interrogações!
Soluções?
Não há!
Não há porque vivemos num mundo falso e injusto.
Injusta e falsa
É a ilusão que cada um vive.
Eu, por exemplo transmito as minhas ilusões
Para o papel,
Papel que não deve ser lido por ninguém...
Outros preferem a tela
Mas são sempre ilusões.
Ilusões ou fantasias?
Vai dar tudo ao mesmo!
A única saída é não haver saída
Temos todos de fechar os olhos
E fazer com que a nossa ingenuidade tome o controlo
Só ela nos poderá fazer um pouco mais felizes
Só ela poderá corrigir o que está mal
Pois foi a partir do seu desuso
Que surgiu esta realidade,
A péssima realidade em que vivemos
Por fim, invoco à ingenuidade
Para que ela resolva
O que criou!
Viver ou não viver, crer ou não crer,
Simplesmente estamos aqui para sofrer,
Sofrer o que não tem cura,
Cura que não existe!
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário